sexta-feira, 19 de julho de 2013

Concepção de Texto à luz da Teoria dos Protótipos


       
          A Teoria dos Protótipos, segundo Rosch (1978), diz que o protótipo seria o exemplar mais adequado, o melhor representante ou caso central de uma categoria.  O protótipo atuaria como ponto de referência cognitiva para os processos de classificação dos elementos de nossa experiência. Assim, o primeiro pensamento sobre um elemento de uma categoria, seria considerado o protótipo, e os outros periféricos. Dessa forma, para chegarmos a traduzir um significado inteligível para a definição do que é texto, podemos nos ater a um viés mais prototípico ou, a um viés mais periférico.
Estabelecendo contrato com o primeiro e mais comum dos vieses citados, podemos dizer que a definição corriqueira para texto seria “conjunto de palavras e frases articuladas, escritas sobre qualquer suporte” (CAMARGO e BELLOTTO, 1996:74) ou “Obra escrita considerada na sua redação original e autêntica (por oposição a sumário, tradução, notas, comentários, etc.)” (Aurélio: 2009), entre outras. Estas definições são possíveis porque o elemento mais comum da categoria texto é a escrita de frases formadas por palavras. O falante que se atem somente a estas esferas definitivas está, de uma forma omissa, excluindo a possibilidade de que um texto pode, também, ser uma comunicação não lexicográfica, onde a mensagem é transmitida através de imagens, gestos etc.
Ao considerar a ampla dimensão definitiva do que é um texto é que chegamos ao segundo viés, o periférico:
 “O texto em sentido lato designa toda e qualquer manifestação da capacidade textual do ser humano (...) isto é, qualquer tipo de comunicação realizada através de um sistema de signos (...) Em sentido estrito, o texto consiste em qualquer passagem, falada ou escrita, que forma um todo significativo, independente de sua extensão. Trata-se, pois de uma unidade de sentido, de um contínuo comunicativo contextual que se caracteriza por um conjunto de relações responsáveis pela tessitura do texto – os critérios ou padrões de textualidade, entre os quais merecem destaque especial: a coesão e a coerência” (FÁVERO & KOCH, 1994: 25). 
Ou, ainda, podemos dizer segundo KOCH & TRAVAGLIA (1989: 8 e 9 apud TRAVAGLIA, 2000: 67) que texto é:
 “uma unidade linguística concreta (perceptível pela visão ou audição), que é tomada pelos usuários da língua (falante, escritor/ouvinte, leitor), em uma situação de interação comunicativa específica, como uma unidade de sentido e como preenchendo uma função comunicativa reconhecível e reconhecida, independentemente de sua extensão”.
O viés periférico da definição de texto oferece mais elementos do que o viés prototípico para a classificação da categoria: texto. Enquanto o primeiro viés apresenta um elemento central desta categoria: a escrita, o viés periférico ousa em ir além do corriqueiro significado e se instala em um sítio cognitivo cujo contato demanda esforço reflexivo do falante. Assim, o falante precisa refletir sobre as outras possibilidades elementares que potencializam a constituição da categoria: texto. Podemos perceber a presença de vários outros elementos, além da escrita, como linguagem falada, processos sociais, configurações ideológicas, entre outros, na definição de Marcuschi (1983: 22):
“O texto deve ser visto como uma sequência de atos de linguagem (escritos e falados) e não uma sequência de frases de algum modo coesas. Com isto, entram, na análise do texto, tanto as condições gerais dos indivíduos como os conceitos institucionais de produção e recepção, uma vez que estes são responsáveis pelos processos de formação de sentidos comprometidos com processos sociais e configurações ideológicas”.
                A escolha de qual viés utilizar para se revestir de uma tradução compreensível do que seria um texto se dá de acordo com a finalidade discursiva do falante. Não se deve esquecer de que todo texto e, seus respectivos tipos, é um discurso potencialmente carregado de significado, coesivo ou não, é sempre comunicacional se apropriando da coerência. Prototípico ou periférico, o objetivo é que a mensagem seja percebida e compreendida na relação comunicacional.
         



(Texto de Natália Rocha Figueiredo)

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Amigo



Por falta de uma significação atual desta palavra, propus-me a procurar incansavelmente uma definição para palavra amigo, porém os significados que encontrei são no mínimo plausíveis e duvidosos. Em um primeiro momento amigo é aquele que está ligado por uma afeição recíproca. Um elemento perturbador é este vocábulo “recíproca” que nos transmite a ideia de favor retornável. Porém, para Deus ser amigo é fazer o bem sem olhar a quem! Este argumento da reciprocidade é nulo, contudo não existe ações verdadeiramente altruístas! Uma segunda definição é que amigo seria aquele com quem temos uma boa relação. Considerando a ambiguidade do sintagma “boa relação”, será esta definição uma falácia? Esta relação em uma perspectiva positiva se configura como uma piada, pois assim como Jesus convivia o tempo todo com Judas, o traidor, e este mantinha uma “boa relação” com aquele, quem há de negar que não existam Judas contemporâneos a nós? Uma terceira definição trata o amigo como uma pessoa cordial. A cordialidade é característica colonizadora e, por isso, não é preciso argumentar sobre mais nada! O histórico do homem cordial já fala por si só! Entre as outras tantas definições elencadas, nenhuma chega aos pés do que de fato ela representa! Na verdade, é que esta palavra já perdeu seu valor nas práticas sociais. Este fim deve ocorrer com outras palavras também. Deveremos nos dirigir às definições estabelecidas nos dicionários para termos alguma ideia do que estamos tratando. Pergunta final: “O que é amigo?” Respondo: “Eu ainda não sei!”

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Procura-se alguém

Configurar, consertar... na era digital quando alguma peça não está a funcionar nós damos um jeito nela, consertando-a. Quando o computador trava nós o reiniciamos e, em alguns casos, o formatamos. Os seres humanos tentam dar jeito em tudo que lhes apresenta um transtorno, ameaça, problema, dor de cabeça. Isso é fácil pois se trata de objetos. A mesma facilidade, infelizmente, não é encontrada nas pessoas. Não existe um botão de "reset" nelas, ou alguma maneira que formatamos nossa vida para retirar os vírus que deixamos entrar por causa delas. Na verdade nunca saberemos quais serão os programas que usamos no presente que permanecerão na mesma serventia no futuro. A volubilidade humana não nos permite fazer escolhas inteiramente seguras, pelo contrário apostar nossas fichas em alguém nos garante mais de 50% de perda total em nosso sistema.
Se alguém pode ler estas palavras, por favor entenda com toda clareza da língua portuguesa que eu estou procurando alguém que entenda as minhas ideias, que não ache que eu me perco em devaneios, que reconheça que eu me excedo nas palavras escritas assim como nas faladas, mas que todas elas têm um propósito. Procuro alguém para ouvir com a mente, alma e entendimento e que não faça críticas pessoais. Somente veja a palavra que é sinônimo de comunicação.
Procuro alguém técnico superior em ouvir e retribuir com ideias para o ganho e não para perda, alguém que entenda ou esteja disposto a entender minha configurações e não critique os lugares onde foram instalados os cabos coloridos. Alguém que se sentir cheiro de fumaça não irá se desesperar mas simplesmente vai pensar antes de falar, pois as maiores soluções estão no silêncio!
Procura-se alguém que tenha habilidade em configurar, consertar, formatar seres humanos, ou pelo menos que saiba "chegar no mestre" e "zerar o jogo".
Entre em contato se você for a pessoa.
Grata

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Um refúgio nas palavras...

Tudo não passa de meras obrigações. Um indistinto ser assujeitado pelos compromissos árduos diários, que se sente impedido de desfrutar de um simples sentimento deleitoso de que há algo nascendo em nós de bom.
O tempo em que se marcava a "beira do caos", infelizmente, já passou, pois agora vivemos o estágio "imerso no caos".  A egocentricidade é a rainha da era atual, todos almejam seu próprio benefício.
Aaah, dilatados são os olhos de quem pensa! Se não, já cegos!
Observar a progressão da frivolidade interpessoal nos causa mal estar. É por isso que não há amizade mais prazerosa do que a que podemos ter com a própria palavra. A palavra existe por si só, o falante dar-lhe novos significados, e ela sempre se insinuará em você. Se alguém a significa, você re-significa-a !!! Se alguém interpreta, você reinterpreta-a !!!
A verdadeira palavra não se deslumbra com quantidade lexical, mas sim com os múltiplos significados que apenas um vocábulo pode ter. Esta máxima é o que diferencia amizades entre pessoas e amizades com palavras. O sere humano deseja sempre ter o maior e melhor time de amigos ao seu lado, sempre a misturar nomes e a englobar os conhecidos de seu círculo social. Enquanto que aquele ser que pensa anseia pela intimidade consigo mesmo, com sua expressão, com seu modo de ver o mundo. Qual seria então o melhor mecanismo para interpretar seu interior? Utilizar a palavra!
Para alguns, a palavra é vista como algo supremo, transcendente ao nosso plano físico,e até  seria chamada de Deus, pois nominaria o inominável.
Sendo Deus ou não, sei que ela é divina e refúgio no caos!

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Não, faltar...

(não) Estou desorientada. Não consigo transcender o plano físico.
O que a palavra "não" tem para nos oferecer a não ser o significado da própria palavra negada?
É como se eu andasse pelas ruas em plena tempestade, sentisse as gotas tocaram fortemente a pele...
Falta algo para além do que se pode ter, falta algo...
Não está preenchido, onde está? Não é suficiente, não é nada, não é tudo... é algo!
falta, falta falta falta falta..... Falta, falta. Falta, falta.... Faltava, faltará, Faltando... falta, faltar, faltamos.. faltafaltafaltafalta..... e blá blá blá.
Ninguém sente a mesma falta que você sente: "não dá", "não posso", "não estou", "não sou", "não"....
Cobranças, tudo e nada não são!

O que quero (não) dizer? Pergunta-se você. Eu me emudeço nesta mesma pergunta e mais na "o que quero existir", pois o lugar que cheguei não é suficiente, nada é suficiente... falta algo, falta!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Humanos Parvos

É deselegante e, por vezes, anti profissional relatar sentimentos demasiados ulteriores e intimistas. Mas valendo-me do signo que representa o cerne destes sentimentos é que descrevo em algumas palavras minha inquietante angústia pelos dias cotidianos.
Parlam que, na degustação da vida, não é possível reivindicar. Contudo, esquecem-se que, em um mundo de humanos desumanos, a vida é desapontante, injusta sob medida e metaforiza-se como uma luz que brilha apagada, ou seja,  a vida depreende um objetivo não alcançado, portanto que não se vale de nada.
Ao que ler estas linhas e abrigar em si pensamentos polêmicos contra a presente ideia, com toda certeza, não viveu todos os pormenores da vida, e deve ser classificado como um ser demasiado ingênuo e pobremente escasso de  meditação e argumentos. Não é possível ser demasiadamente conivente com a vida e não ser por ela manipulado. Antes, metamorfoseia-se aquele que a pensa e a reflete. Mergulhado e sufocado em tamanha transformação, a cumplicidade com a vida instabiliza o ser em uma posição cômoda, enquanto que o ato de pensar por si traz o Desassossego de Pessoa nas pessoas. Pensar é um ato, antes, infortúnio do que ventura. Porém pensar a vida é um estado de alma e mente que deve ser almejada por todos os humanos que desejam desapegar-se da categoria "desumanos" na infortunidade da sabedoria.
Lembrem-se de que já se dizia há muito tempo que " A sabedoria é loucura para os homens." A nossa faculdade da razão para julgar nossos próprios atos é que nos faz sermos ininteligíveis para outrem. Ninguém consegue refletir sobre aquilo que discursa contra si mesmo.
Humanos humanos pensam,portanto, fazem nascer pensamento. Já os humanos desumanos reproduzem pensamentos doutrem.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

"A sensação é tudo e pensar é uma doença" Alberto Caeiro

Por mais que façamos qualquer coisa, o passado sempre volta a se tornar um presente em um futuro chegado.
Na didascália final tudo não passa de uma introdução dita com outras palavras, afinal o fim das coisas é sempre melhor interpretado do que o começo delas.
Se sentir bem depois de reencontrar seu passado, não acontece. Tentamos associar o passado ao mal e o futuro ao bem, mas e o presente é o que ? Ninguém nunca pensou que o presente é o futuro do passado e o futuro seria um tempo indeterminado, pois nunca chegamos a tocá-lo. Mas será mesmo que para alguém existir ele tem que ser palpável.
Pelo contrário, o que é inalpalpável é mais real do que aquilo que não é.
Algo é real quando o sentimos sem pensar direito sobre ele, simplesmente sentímos-no em nós. Porque a razão, na maioria das vezes, destroi os momentos que poderiam ser grandes.
"A sensação é tudo e pensar é uma doença" Alberto Caeiro

domingo, 12 de junho de 2011

Não se importar

Há sempre um novo dia para aqueles que acreditam que as lágrimas secam sem deixarem vestígios de dores.
Só há distância para aquele que não sabe até aonde vai o arco-íris.
Não há pelo que se preocupar tudo que se sustenta no mundo real e no sobrereal trata-se de tempo, e é neste momento que ser paciente se torna uma suprema virtude...
Não há muitas coisas para serem feitas e muitos menos adiantadas quando nossos olhos estão cansados e nossa mente está pesada...
A saída é se concentrar e não se importar.
Se tivermos que pensar que seja sobre a confusão, as recaídas e as dores, pois após a isso, poderemos nos afundar nos mais sombrios e escondidos pensamentos e desejos e, em seguida, emergeremos como aquele que ao sair do fundo das águas, encontra a superfície e se salva da tormenta que o prendia e o impedia de respirar.
Tudo acaba quando parámos de pensar, nada faz sentido se não o procuramos.
Então pense, descarte e siga em frente um dia de cada vez, uma única vez.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Não Existe

Quanta explosão de sentimentos que são inexplicáveis acabam de me possuir.
Há um rastro doloroso no meio do caminho que não me deixa em paz... Eu quero prosseguir mas meus pés estão acorrentados eu não consigo ir longe.
Olho ao redor e só há miragens, isso é tão trágico. com as mãos atadas o que eu poderia fazer para me libertar?
A única distração seria pensar: no passado e suas dores que me libertavam da realidade do presente. Se o passado é ruim então o presente é pior ainda. A impulsividade não dá lugar para a razão e talvez seja por isso tão dificil se desligar das correntes e das mãos atadas.
É demasiado dificil acreditar em uma miragem, porém há momentos em que só elas, em sua opacidade, nos representam a realidade como ela é.
Desejar a miragem já é um estágio avançado desta tragédia, pois se fala aqui de querer o que não existe, como por exemplo: não existem pessoas boas ao ponto de não magoar outras, não existe peixe sem espinha, não existe chuva que não molhe, não existe sol que não brilhe, não existe sim sem o não, não existe bem sem o mal, não existe verdade sem mentira, não existe bem sem mal, não existe normais sem anormais, não existe o preto sem o branco, nada existe sem  existir o tudo e o que existe é miragem e já não se sabe o que exatamente existe.
A realidade é fruto de nossos pensamentos, concordo que há convenção para atribuir um padrão mas em suma esse padrão sai de mentes que pensaram sobre, ou seja daqueles que intentaram manipular a verdade.
Seguir esses dogmas nos pressionam e aumentam o peso das correntes. Será que nos libertaremos um dia?
O que é que existe, são as correntes de fato ou as correntes mentais criadas convencionalmente pelos estatutos sociais?
Simplesmente tudo é uma farsa assim como o amor, que no lugar de ser doador pede em troca.
Ele não existe

domingo, 29 de maio de 2011

Precioso

Nós sentimos saudades do que não podemos mais tocar, do que não podemos beijar, do que não podemos abraçar, do que não podemos ter. Porém em algum momento do caminho encontramos algo que possamos amar, nem que isso seja uma personificação do estranho e do desconhecido é afinal isso que está na nossa frente.
O pior de tudo é se arrepender daquilo que não tivemos coragem de admitir que queríamos fazer e nunca saber o êxtase que é experimentá-la.
Como uma fruta fresca que como, eu como meus sentimentos pela mente toda vez que penso no que posso fazer com essa oportunidade.
Somente eu posso vê-lo e ele só brilha pra mim, mas o que será que ele procura? Esse pequeno diamante bruto que encontrei enquanto sentia imensas saudades. No momento que eu o olho consigo apenas ver o reflexo de um futuro obscuro e nebuloso e penso: "O que estou fazendo?" Logo me vem a ideia que eu tenho duas opções: uma seria pega-lo e escondê-lo entre minha mão fechada e correr para o mais longe que puder sem consequências. A segunda seria olhá-lo por última vez e deixá-lo cair no chão até que a poeira se levante e o ofusque e outro possa vim e dar o rumo que merece.
Ele brilha tanto que até o sol sobre minha cabeça se esconde por detrás de sua luz...
Depois de pensar resolvi guardá-lo afinal quem seria maluco de achar uma joia tão linda e e deixá-la se esvanecer...
Eu ainda não vi suas consequências mas penso que é melhor deixá-lo até o tempo, artesão da vida, venha e o molde e quando eu puder ver que ele está amadurecido eu o guardarei pra sempre...
Ele terá que passar pelo processo do fogo mas desse jeito ficará bom pro mundo, para qualquer um que passar por ele, estará bom pra mim. Enquanto isso tenho as saudades na minha mente de novo mas jamais esquecerei o brilho que ele tinha, demore o tempo que precisar mas sob uma única condição que volte pra mim! Que seu brilho, agora valorizado encante quem for, mas que os meus olhos sejam os últimos a serem afetados.

domingo, 1 de maio de 2011

Vaga Esperança

Vaga Esperança


Quando não se sabe o porque de tanta discurssão
Devastação de homicídios existenciais
A violência da alma destrói o coração
Sussurros em lábios largos
O que se exprime da alma é
exatamente o que o ser
Não consegue ser sem a esperança
Porque dela se exprime a vida
Vida que se reflete sobre a luz do Sol
Sobre a noite serena da lua
Sobre a fonte cristalina da água
Sobre o orvalho caído em folhas esverdeadas
Essa é a exata visão
Inpersepitível ao coração obscuro
Amargurado por falta de esperança...





terça-feira, 19 de abril de 2011

A vida é um surpresa diária sobre isso ninguém pode discordar...
A tentativa de tentar descobrir o que vem depois de agora é uma loucura... são poucos os momentos quando nós podemos adivinhar o resultado como por exemplo quando nós choramos é que após isto nossa cabeça irá doer e sentiremos nossos olhos incharem...
Mas a loucura maior ainda é desejar o que não se tem... porque nós não podemos simplesmente ficar satisfeitos e felizes com que temos agora, e deixar o futuro vim com calma...temos sempre que adivinhar o que acontecerá após...
Esse sentimento é difícil de explicar e a impressão nítida que as vezes me sucede é de estar sendo repetitiva em minhas palavras,mas nunca passou por um momento de desespero?
Vejo muitos filmes e muitos deles com o enredo bem parecido, mas o que presto atenção neles é que em certos momentos o sentimento pode ser algo inexplicável...acho que nenhuma literatura já chegou aos pés dele...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pensando sobre...

Este conteúdo se direciona a um pequeno desabafo... Por algum motivo é inconviniente ser você mesmo? Há uma sombra negra de ignorância que induz um ser humano que se acha detentor de amplos conhecimentos a deduzir e a afirmar que sempre tem razão sobre os assuntos em questão. Porque se torna tão difícil admitir que não se sabe a respeito de algo ou que se está equivocado, porquê?
Tudo na vida há um preço mas não é cobrado para se ser humilde... 
A raça humana em suas tecnologias avançou porém regrediu em sua própria humanidade...
Se você não se define como alguém vaidoso ou orgulhoso como se sente ao conviver com alguém assim? É tão difícil ter que constantemente medir suas palavras... pois em determinadas circunstancias algo simples pode se tornar ambíguo.
Algo que muito me impressiona em algumas pessoas é o poder que elas têm de transformar em 3 segundos um momento feliz em um opostamente castrófico...
Mas algo é bem verdade que sobre nossa origem não podemos escolher mas sobre nossos contatos esses sim nós podemos selecioná-los e não podemos perder a ideia que somos o núcleo de nossa vida.
Não é egoísmo mas por muitas vezes deixamos pessoas alheias a nós serem nossos controladores e perdemos o rumo da nossa própria história...
Como pode um cidadão decidir algo o qual não vai acontecer porque não estará presente, como? Porque as outras pessoas não se manisfestam... o mesmo pode-se comparar com um professor a explicar o conteúdo inédito e´logo após perguntar a turma se retem alguma dúvida sobre... se todos ficarem em silêncio sem terem comprendido bem o texto não terão o direito de posteriormente requererem direitos junto a doutora mas ao absterem-se do medo mostrando-lhe o manifesto da dúvida logo adquirem os direito máximos: a hosnestidade e humildade.
O que se propoe dizer aqui é sobre a alienação humana perante a um mundo de facilidades...
A alienação deveria ser contra às facilidades porém o que parece é que esta induz àquela.
Ainda não consigi respostas que expliquem tais fatos supracitados, essa realidade só me traz nojo e enjôo.
Acho que não haja ninguém por sábio, inteligente, curioso ou esforçado que não possa dizer sinceramente expressões como: "Eu não sei", "Me desculpe", "Você tá certo" ou simplesmente falar: "Eu não quero mas pode fazer, vai lá!" Porque isso é tão difícil? Porque?
Posso não saber de muitas coisas mas de algo eu sei: "O que se planta isso se colhe!" Não vejo a hora da verdade e justa justiça reinar de vez!

quinta-feira, 31 de março de 2011

As escadas monumentais


Como poderá algo ser real em um mundo de fantasias?

Nós subimos e descemos as escadas monumentais a vista de pessoas vestidas de preto com grandes sapatos altos. Em um lance você pára e sente sua respiração mais forte, seu coração palpitar como nunca... Como isso não seria real? Será que o ar que respiramos é real ou o conceito do que é real se trata de um caso perdido?

Eu me pergunto se lá de cima eu conseguirei ver a real vista desta cidade histórica, a minha história ou se realmente a vista de baixo é tão promissora só porque nela há o desejo eufórico da subida, o sentimento de não estar para trás e de algo bem além daquela muralha pode estar a sua espera pronto para te encontrar...

Depois de uma exausta subida, quando você não escuta mais nada a não ser seu coração e o fervor do sangue em suas pernas e o vento gelado colidir contra sua face...

Como poderá ser algo real? Seria a emergente vista que se tem realmente é o presságio esperado...?

O momento da reflexão enquanto se está lá debaixo é tão viajante... Desejamos e imaginamos as melhores formas para um futuro... Mas a decepção de perder não é ilusória e faz parte do ganho da vida...

O que vale a pena? Eu fico de cima vendo todos os degraus que subi, observando os esforçados ambulantes a subirem, os que lá ficaram conversando, os que andam como se nada houvesse (de fato não há para eles mas para mim sim) e eu lá em cima... A recompensa do esforço pela subida é percebida apenas pelo que a intenta...

No momento só desejei subir e consegui mas francamente o que me esperará ao longo do caminho?




quinta-feira, 24 de março de 2011

segunda-feira, 7 de março de 2011

Coimbra

             Dia 07 de março de 2011 estive em Coimbra e falar sobre ela é relatar sobre sua sedução. A cada rua, a cada freguesia, a cada esquina se encontra algo em que podemos nos apaixonar. O meu coração bate em um ritmo tão acelerado como se nunca mais pudesse ver beleza tão grande. As construções imperiais ainda mantidas em conserva, os tecidos quentes a envolver cada um que passa por seus bosques. Ao andarmos podemos sentir o vento frio a rasgar a face tenra. A noite se achega e alguém pensa em sair e andar pela vista Praça da República. Será que algo de novo encontrarei lá? No Rio Mondego talvez haja algo com seu conquistador pôr-do-sol. A nostalgia desta cidade é estar acima da ponte e mirar para baixo... Somente um silêncio a descreve.
            As pessoas que nela se encontram são enviadas de distintos lugares do mundo, incluindo eu. Um lugar de encontro entre amigos: o Choupal? Mistérios essa cidade esconde e nos quer revelar a cada instante. Porém é preciso ter sensibilidade para notá-los.
Ela é diferente, há pessoas diferentes, sem rodeios ela é linda! Ela me faz acreditar que tudo é possível para qualquer pessoa. Quem quiser se encontrar aqui terá a chance de achar mais do que espera.
Estou aproveitando cada segundo de Coimbra!

 

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

É impossivel esquecer...

É impossivel esquecer aquela conversa a tarde...
É impossivel esquecer aquele dia chuvoso...
É impossivel esquecer aquelas conversas ultrapassando a lei do sono e da resistência física!
É impossivel esquecer aquele abraço...
É impossivel esquecer aqueles conselhos...
É impossivel esquecer as vezes que não desistiu de mim...
É impossivel esquecer as cartas....
É impossivel esquecer aquela nossa música que todos adoram nossa performace "I love you muito você"
É impossivel esquecer nossa apresentação no teatro SESC... "Seria trágico se não fosse tão cômico"
É impossivel esquecer nossos segredos...
É impossivel esquecer tudo que éramos antes e nos tornamos hoje...
É impossivel esquecer nossos sonhos... tão lindos...
É impossivel esquecer as lágrimas e os risos...
É impossivel esquecer o nosso grande amor de verdadeira amizade
É impossivel esquecer você!
Postagem dedicada a minha amiga Rafaela Dias

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

A você, saudades!








Existia alguém que me abraçava e chorava comigo. Acordava cedo e me levava no mais alto monte e lá buscávamos consolo e apreciávamos a linda paisagem vista do alto da montanha.

Com seu grande coração, embora não saiba grande paciência, passava longos lances de tempo comigo que se faziam tão importantes com decorrer dos dias.

Degustávamos sopas nordestinas no tempo em que víamos as tramas de One tree Hill... era tempo de rir e de chorar...

Houve uma manhã, geralmente eram frias por meados de julho no Rio, em que nos recolhemos para literalmente "tricotar"... quantas vezes espetei meu dedo com a agulha! rs Mas os desenhos ficaram lindos!

Hoje sinto a mesma coisa por você que sentira em outro tempo: saudade! Estar com você foi conhecer alguém que de certa forma já sabia quem eu era.

Nos escutamos e nos ajudamos.

Sua experiência inspira determinação e confiança!

Hoje te senti tão perto que minha voz podia te abraçar e tocar em seus cabelos. Até consegui ver aqueles bichinhos nojentos que invadem seu quintal enquanto falava de sua situação.

Estou a jogar o sal junto com você! Materemos e venceremos essa praga passageira! rs

Estamos tão juntas como antes estávamos, mais!

Do valor de uma pérola ninguém duvida, mesmo estando sobre lamas e carangueijos rsrs

Saudades!





Postagem dedicada a minha amiga Narinha.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O que são...?






Estar junto das pessoas e conhecê-las é sempre muito curioso. Elas nos surpreendem mais do que imaginamos... ora chateadas ora felizes, ora desprezíveis ora sorridentes, ora feias ora lindas, ora amorosas ora odiosas, ora solícitas ora arrogantes... são múltiplas as facetas as quais se mascaram...

Talvez ao entrar em contato com cada uma delas. se abra a vontade de acreditar que são reais... mas na verdade são frações de suas personalidades...

"Quem são elas?": é a grande pergunta que muitos tentam teorizar porém poucos nos convencem de suas argumentações.

Elas são o que fazem, e mais do que isso, são o que nos impressionam... através do nosso ponto de vista de quem poderiam ser "elas"...

Como diriam muitos, isso é: "Bizarro!" ~

Não saber quem é a pessoa que se deita na cama conosco, quem é aquele que anda de bicicleta com você, quem é aquele que te liga com o número desconhecido, quem é aquela pessoa que te oferece carona, quem é aquele que recebe o troco da sua compra, quem é aquele que te pede informação sobre o endereço desconhecido, quem é aquele que come de sua comida, quem é aquele que sai e se diverte com você, quem é aquele seu amigo, quem é aquele que te beija... quem seria você...?!

Será que há resposta para essas questões...? O que sabemos sobre elas são ideias pré formuladas... e sobre nós?

domingo, 14 de novembro de 2010

Ferida, real!

Pense por um instante como seria uma vida perfeita. Nela não haveria dores de cabeça, nem pessoas roncando, nem adjetivos perjorativos, não haveria músicas tristes e nem ao menos noites solitárias.
A realidade é que essa vida simplesmente não existe.
O maior entorpecente do ser humano é achar algum resquício de confiança na vida alheia.
Ou se não fosse assim porque as pessoas confiariam uma nas outras se não por interesse?!?
Nem sempre olhar pra trás é sinal de fraqueza mas sim de ter certeza que não irá cometer o mesmo erro duas vezes.
Quem fere logo esquece, porém quem é ferido jamais esquecerá pois levará em sua pele a marca da ferida pra sempre.